Você recebeu a notícia de que o plano de saúde negou uma cirurgia, um medicamento, um exame ou qualquer outro tratamento essencial?
A reação mais comum é pensar que a única saída é ajuizar uma ação judicial. Mas essa nem sempre é a estratégia mais rápida — e, em alguns casos, pode nem ser a primeira medida mais indicada.
O que poucas pessoas sabem é que existem mecanismos capazes de solucionar determinadas negativas em um prazo muito menor do que imaginam.
O problema é que nem toda situação pode ser resolvida por esse caminho.
E escolher a estratégia errada pode significar perda de tempo justamente quando a saúde não pode esperar.
Nem toda negativa deve ser tratada da mesma forma
Cada caso possui características próprias.
Uma negativa de medicamento de alto custo, por exemplo, pode exigir uma atuação completamente diferente daquela adotada para uma recusa de home care, uma cirurgia, um tratamento oncológico ou uma terapia especializada.
Além disso, existem situações em que a urgência do quadro clínico impede qualquer demora, tornando indispensável a adoção imediata de medidas judiciais.
Em outras hipóteses, entretanto, há alternativas que muitas pessoas sequer conhecem.
Existe uma solução administrativa que pode surpreender
Poucos consumidores sabem que, antes mesmo de uma ação judicial, determinadas negativas podem ser submetidas a um procedimento administrativo específico perante o órgão regulador dos planos de saúde.
Dependendo das circunstâncias do caso, esse procedimento pode levar a operadora a reavaliar sua posição em prazo bastante reduzido.
Isso, porém, não significa que ele seja adequado para todas as situações.
Na prática, a definição da estratégia depende da análise do contrato, da documentação médica, da urgência do tratamento e dos fundamentos utilizados pela operadora para negar a cobertura.
O maior erro é acreditar que todas as negativas são iguais
É muito comum que consumidores procurem modelos prontos na internet ou tentem resolver o problema sozinhos.
Entretanto, uma medida que funciona para um paciente pode não produzir qualquer resultado para outro.
Há casos em que insistir na via administrativa representa a solução mais eficiente.
Em outros, aguardar uma resposta pode significar atraso no início do tratamento e aumento do risco à saúde.
Por isso, a escolha da estratégia deve ser feita com critério técnico.
O tempo pode fazer toda a diferença
Quando o tratamento é urgente, cada dia conta.
A demora pode agravar o quadro clínico, comprometer o resultado da terapia e, em determinadas situações, colocar em risco a própria vida do paciente.
Da mesma forma, ingressar diretamente com uma ação judicial quando existe uma alternativa mais rápida também pode não ser a decisão mais eficiente.
O importante é identificar, desde o início, qual caminho oferece maior chance de resolver o problema no menor tempo possível.
Antes de tomar qualquer decisão, conheça todas as possibilidades
Nem toda negativa do plano de saúde exige uma ação judicial imediata.
Também nem toda negativa pode ser resolvida apenas por uma reclamação administrativa.
A diferença entre uma estratégia e outra depende da análise cuidadosa das circunstâncias do caso concreto.
É justamente essa avaliação técnica que permite definir qual medida oferece maior probabilidade de garantir rapidamente o tratamento de que o paciente necessita.
Fale com um advogado antes de agir
Se o seu plano de saúde negou um exame, cirurgia, medicamento, internação, home care ou qualquer outro tratamento, não tome decisões com base em informações genéricas encontradas na internet.
Uma análise jurídica especializada pode identificar qual é a estratégia mais adequada para o seu caso, evitando perda de tempo e aumentando as chances de uma solução rápida.
Entre em contato com nosso escritório. Avaliaremos sua situação e indicaremos o caminho mais seguro e eficiente para proteger o seu direito à saúde.